BATERIA

Música

Comecei a tocar em 1997, após assistir meu pai com os Novos Baianos, quando se reuniram novamente para gravar o disco Infinito Circular. O show foi em São Paulo, no Palace. Eu escutava muito Little Richard, Hall and Oates, Michael Jackson, Bee Gees, Led Zeppelin e Queen. Além das influências de bandas, os video games foram minha fonte de aprendizado. Os jogos da Nintendo, principalmente os do Super Nintendo foram marcantes. De forma inconsciente, as músicas dos jogos forneceram base para meu repertório de bateria. Super Mario, Zelda, Gradius, F-Zero, Top Gear, Super Soccer e diversos outros jogos de Super Nintendo possuem composições musicais excelentes com grooves de bateria. Jogos de Arcade, principalmente os da Atari/Midway foram muito importantes para minha formação musical, tanto quanto o que escutava das bandas que gostava.

O começo foi basicamente com Queen, aprendendo todo o repertório de Roger Taylor, desde a abertura de Hi-Hat com a caixa até a utilização do Ride como Crash e a Caixa com os pratos nos acentos.
John Bonham foi a segunda influência, onde copiei de forma errada até sua forma de bater na caixa, me trazendo uma tendinite. Sei pé direito foi objeto de anos de estudos até aperfeiçoar a técnica de bumbo. Ficava horas repetindo o movimento até acertar. Good Times, Bad Times foi o momento de estudar o bumbo com afinco.
Logo em seguida Neil Peart. Suas perfeitas composições de bateria, sempre repetidas com perfeição nos shows, foram uma grande mudança no meu jeito de tocar a bateria. Um novo estilo de pensar ao tocar. As fitas VHS de A Show of Hands e logo depois o Exit Stage Left foram - e ainda são - meus favoritos.

Na mesma época entrei na ULM e estudei com Lauro Lellis, que é um professor focado na música Brasileira. Aprendi a ler partituras e resolvi investigar mais a carreira do meu pai, que era muito relevante na música Brasileira. 

Meu pai me emprestou diversos discos e fitas VHS ao longo dos anos. O primeiro vídeo foi Zildjian Day 1984 em Nova York. Algo completamente diferente do que estava acostumado a escutar. Alex Acuña, Tommy Campbell, Billy Cobham, Vinnie Colaiuta e Steve Gadd logo se tornaram favoritos. Vinnie Colaiuta em especial, que me impressionou naquele momento.
Logo depois, as fitas do Buddy Rich Memorial Scolarship Concert foram avassaladoras. Todos os bateristas envolvidos, principalmente o Buddy Rich me impressionaram. Minhas preferências musicais se expandiram imediatamente. Comecei a pesquisar bateristas e descobri diversos favoritos como Jeff Porcaro, Simon Phillips, Dennis Chambers, Gary Husband, Stewart Copeland, Ian Paice, Gregg Bissonette, Mark Craney, Alex Van Halen, Enzo Todesco, Dave Weckl, Carlos Vega, Akira Jimbo, Terry Bozzio, Keith Moon, Steve Smith, Art Blakey, Max Roach, entre diversos outros.

Ao mesmo tempo, retomei o interesse pela música das bandas que meu pai tocou e gravou. Gal Costa, Novos Baianos, Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor e diversos outros. Meu pai tocou por anos e fez muitas gravações de bateria e percussão. Jorginho Gomes também virou um favorito.

Toquei com diversas bandas em shows locais e regionais, em diversos eventos. 
Em 2009, alguns dos filhos dos músicos dos Novos Baianos montaram uma banda chamada Quebra-Cabeça, onde toquei bateria, gravando o disco "Tudo Pode" e fazendo uma turnê pelo Brasil. Toquei e gravei com ULM Big Band, Willy K, Luciano Nassyn, Alexandre Gonçalves, Baby do Brasil, Luiz Melodia, Galvão, Bocato, Luiz Carlini, Didi Gomes, Quebra-Cabeça, Pepeu Gomes, entre outros. 

Quebra-Cabeça: Tudo Pode
https://music.apple.com/br/album/tudo-pode/505666274

Como educador, em aulas presenciais e pela internet, também tenho uma carreira paralela. Na internet, utilizei os canais das mídias sociais para ensinar remotamente, através de vídeos.